Mercado espera inflação menor para 2024, mas mantém projeção para a trajetória de juros
Na segunda semana de agosto, houve queda nas projeções do IPCA de 2024, horizonte temporal no foco da política monetária. As expectativas são de que os preços cresçam 3,86% no ano que vem, resultado que estaria dentro da meta do Banco Central para o período. O principal determinante para o recuo das projeções de mercado foi a inflação de serviços, que mostrou desaceleração no mês e serve como termômetro para a trajetória do núcleo inflacionário (medida que captura a tendência dos preços, desconsiderando choques temporários).
Já as expectativas para o crescimento do PIB em 2023 tiveram alta, passando de 2,26%, na semana passada, para 2,29% no último boletim. O aumento nas projeções para o PIB de dois grandes setores contribuíram para o resultado: a indústria (0,8%), que deve ser puxada, principalmente, pelas atividades extrativas; e os serviços (1,5%).
As projeções para a taxa de câmbio em dezembro voltaram a subir, atingindo R$/US$ 4,93. Esse indicador pode sofrer maiores variações nos próximos períodos, a depender, dentre outros fatores, da condução da política monetária nos EUA. Ao contrário do Brasil, o Banco Central do país norte-americano ainda não deu início ao ciclo de queda das taxas de juros. O mercado observa atentamente a evolução do diferencial de juros entre os dois países, que tem impactos diretos sobre a cotação do real.
Para esta semana, no Brasil será divulgado o Índice de Atividade Econômica referente a junho. No cenário mundial, os EUA devem divulgar a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), enquanto a China deve divulgar dados de atividade econômica. Já a Zona do Euro deverá divulgar os dados referente a inflação de julho.
Confira abaixo o Boletim na íntegra: