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Publicado em 25, Apr 2022 por observatorio
Indústrias centenárias em Santa Catarina
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Um levantamento realizado pelo Observatório FIESC identificou 12 indústrias ou grupos industriais com mais de 100 anos de atividades em Santa Catarina e outras quatro com mais de 90 anos de atuação. O setor Têxtil e de Confecção lidera entre as centenárias no estado, com 58% de representatividade (7 indústrias). Em relação às regiões, o Vale do Itajaí e o Vale do Itajaí Mirim têm a maior concentração, com 42% (5) do total de centenárias. A região Norte-Nordeste aparece na segunda posição, com 33% (4).

O resultado reflete a história da industrialização do estado, marcada pela chegada de imigrantes, principalmente italianos e alemães, que se estabeleceram no Vale do Itajaí e Norte catarinense. Ao lado da população que já residia em Santa Catarina, eles desenvolveram essas iniciativas centenárias. O período de maior afluxo na chegada de famílias da Europa ao estado foi entre 1860 e 1880.

Muitos imigrantes eram agricultores e tecelões, além de alguns técnicos da indústria europeia. O primeiro setor a surgir foi o Têxtil e de Confecções, a partir de 1880. Essa data coincide com a fundação de empresas como Hering, Karsten e Döhler.

A relação histórica se traduz na importância de Santa Catarina para a indústria nacional de Têxtil, confecção, couro e calçados, que representa o segundo maior Valor de Transformação Industrial (VTI) do país (somente atrás de São Paulo), no valor de R$ 12,7 bilhões. Quando contabilizada o setor de Confecção, Santa Catarina lidera a produção no país, com VTI de R$ 7 bilhões, 26,6% do total em 2019.

O setor de Alimentos e Bebidas tem duas empresas na lista, mas reforça a contribuição dos imigrantes no processo da industrialização. É o caso da Pureza, de Rancho Queimado, que iniciou as operações como fabricante de cerveja com o filho de imigrantes germânicos Alfredo Roberto Sell. A Hemmer, de Blumenau, também surgiu a partir de uma receita de chucrute (sauerkraut) de Heinrich Hemmer, imigrante alemão.

Importante destacar também o empreendedorismo e a resiliência catarinense. Conforme os dados da Demografia das Empresas, do IBGE, Santa Catarina tem a maior taxa de sobrevivência de empresas do país, após o quinto ano de vida, com taxa de 49,3%. A partir do décimo ano de fundação, o percentual cai para 30,6% - mas ainda se mantém como o maior do Brasil. Os dados são de 2019 do Estudo da Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo.

O levantamento foi feito a partir de demanda do jornalista Pedro Machado, da NSC.  
 

Listagem de Indústrias Centenárias em SC

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