No primeiro trimestre de 2026, Santa Catarina registrou saldo positivo de 59,4 mil empregos formais. Apesar do resultado expressivo, o volume ficou 8,4% abaixo do observado no mesmo período de 2025, queda menos intensa que a registrada na média nacional, de 9,1%.
Apesar da desaceleração no acumulado trimestral, março apresentou melhora frente ao mesmo mês do ano anterior: foram 16,9 mil vagas abertas em março de 2026, ante 10,6 mil em março de 2025. No trimestre, a indústria liderou a geração de empregos no estado, com 32,4 mil novas vagas formais, seguida por serviços, com 23,6 mil.
Entre os segmentos industriais, destacou-se a fabricação de produtos alimentícios e bebidas, com saldo de 4,1 mil vagas no primeiro trimestre de 2026, alta de 43,5% frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi favorecido pelo desempenho das vendas de hipermercados e supermercados e pelo avanço das exportações de carnes, especialmente suínas, com reflexos em atividades como abate e fabricação de produtos de carne.
Além do efeito direto sobre alimentos e bebidas, o desempenho do setor também favoreceu segmentos industriais fornecedores. Entre eles, destacou-se a fabricação de produtos químicos e plásticos, que abriu mais de 1,8 mil vagas formais no primeiro trimestre de 2026 e apresentou aumento relativo de 7,8% frente ao mesmo período de 2025.
O resultado foi impulsionado, em parte, pela demanda por embalagens plásticas associadas à cadeia alimentícia, segmento que liderou a geração de vagas na atividade. As contratações em produtos plásticos para a construção, como tubos, acessórios e materiais correlatos, também contribuíram para o saldo positivo.
Outro destaque veio da indústria automotiva, que abriu 1,4 mil vagas formais no início de 2026. Embora o agrupamento inclua diferentes atividades ligadas a veículos e equipamentos de transporte, o principal avanço ocorreu na fabricação de outros equipamentos de transporte
exceto veículos automotores, com crescimento de 154,4% no saldo de vagas frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi puxado sobretudo pela construção de embarcações, especialmente em Itajaí e Navegantes.
Apesar dos destaques positivos, o desempenho industrial foi desigual entre os segmentos. Madeira e móveis, por exemplo, reduziu o saldo de vagas de 3,0 mil para 2,1 mil postos formais, queda de 27,9% frente ao início de 2025. Assim, a indústria catarinense manteve geração líquida de empregos, mas com avanços concentrados em algumas atividades e perda de ritmo em outras.
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