Pular para o conteúdo principal
Publicado em 4, Jun 2021 por economia_obser…
Imagem mostra o globo com suas atividade econômicas
Publicações

PIB do Brasil cresce 1,2% no primeiro trimestre de 2021

A economia brasileira avançou 1,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre de 2021 somou R$ 2,048 trilhões. Todos os setores da economia contribuíram para esse crescimento, com taxas positivas: Agropecuária (5,7%), Indústria (0,7%) e Serviços (0,4%).
 

PIB trimestral Brasil IBGE

 

Dentre as atividades industriais, alguns destaques de crescimento em relação ao trimestre anterior valem ser citados:  Indústrias Extrativas (3,2%), Construção (2,1%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,9%). Por outro lado, a Indústria de Transformação apresentou queda de 0,5% na atividade, no mesmo período de comparação.

Apesar do PIB apresentar resultado positivo no primeiro trimestre de 2021, é necessária certa cautela ao analisar o atual cenário econômico. Este resultado não retrata a situação mais frágil do mercado de trabalho brasileiro, especialmente no setor que mais emprega, o de serviços, que apresenta queda de 4,5% no acumulado dos últimos 12 meses.

Indústria se destaca na análise interanual

Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, a expansão do PIB foi de 1,0%. O resultado veio melhor que o esperado pelo mercado, cujas projeções segundo o boletim Focus do Banco Central, indicavam avanço de 0,42%. No acumulado dos últimos doze meses a atividade sofreu retração de 3,8%.

Na análise interanual o destaque fica para o setor industrial, que registrou crescimento de 3,0%. As principais contribuições para essa expansão se deram na Indústria de Transformação (5,6%), onde a Fabricação de Máquinas e equipamentos, Produtos de metal, Produtos de minerais não-metálicos e Metalurgia tiveram a maior representatividade.

Destaque também para o crescimento da Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (2,1%), que foram impactadas pela retomada da atividade econômica.

Já a Indústria Extrativa registrou retração de 1,3%, o que em parte é reflexo da produção mundial de minério de ferro abaixo da expectativa, segundo relatório da S&P Global Platts.

Lado da Demanda

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias apresentou leve retração de 0,1% na comparação com o quarto trimestre de 2020 e recuou 1,7% em relação ao o primeiro trimestre de 2020. O gasto da administração pública retraiu em 0,8% de janeiro a março em relação aos três meses anteriores. Na comparação ao primeiro trimestre de 2020, os gastos do governo seguem contraídos, com queda de 4,9%.

Grafico com variáveis macroeconômicas do PIB

 

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), considerada uma proxy da taxa de investimento no setor produtivo, avançou 4,6% na comparação com o trimestre anterior. Ante aos primeiros três meses de 2020, a FBCF aumentou 17%.

O destaque deste primeiro trimestre ficou para as taxas de investimento e poupança. O investimento atingiu 19,4% do PIB, maior taxa na série histórica desde o terceiro trimestre de 2014. Já a taxa de poupança foi de 20,6% no primeiro trimestre de 2021, ante 13,4% no mesmo período de 2020. O aumento da poupança observada no período, embora caracterizado pela redução de gastos das famílias dentro do contexto da pandemia, pode servir como variável fundamental para um crescimento sustentado da atividade econômica por meio da ampliação de investimentos.

Brasil fica em 19º no Ranking Mundial

No Ranking Mundial elaborado pela agência classificadora de risco Austin Rating, que monitora o crescimento econômico global, o Brasil figurou na 19ª posição numa relação de 50 países selecionados. Vale ressaltar que os países vivem momentos distintos no controle da pandemia, onde em alguns casos a recuperação econômica já ocorreu em 2020.

Ranking Mundial de crescimento dos países no primeiro trimestre

 

O resultado do 1º trimestre foi superior à média mundial de 0,4% e superou países como China, Reino Unido e Alemanha. Dois fatores ajudaram o Brasil a conquistar essa posição: o preço mundial em alta das commodities e a participação expressiva da China nas exportações brasileiras.

Na América Latina, se destacaram o Chile (3,2%) e a Colômbia (2,9%), ambos no top 10 do ranking mundial, classificados em 4º e 7º lugares, respectivamente.

Acesse o boletim abaixo para outras informações.

Tags Publicações