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Publicado em 9, Jun 2022 por observatorio
Foto bebê Shutterstock
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A pandemia da Covid-19 provocou uma queda no número de nascimentos em Santa Catarina. Em 2021, houve uma redução de 5,2% no número de nascidos vivos no estado. A queda é a maior registrada desde 2001, conforme a série histórica analisada pelo Observatório FIESC com base em dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) de SC.

Ao passo que o número de nascimentos caiu, o número de óbitos em Santa Catarina teve um crescimento significativo – em 2021, houve aumento de 23,9% na comparação com 2020. O resultado foi recorde na série histórica – entre 2019 e 2020, houve aumento de 10,5%, já com reflexos da pandemia.

Conforme estudos internacionais da Euromonitor, as incertezas provocadas pela pandemia somadas às jornadas combinadas de home office e homeschooling afetaram a decisão das famílias em adiar os planos de gravidez.
 

Nascidos vivos em SC


Cenário Global
Conforme a consultoria Euromonitor Internacional, havia uma expectativa dos especialistas que as restrições sociais impostas pela pandemia levassem a um aumento na taxa de natalidade. No entanto, em 2020 as taxas de natalidade no mundo tiveram as maiores quedas desde 1970.

Historicamente, choques econômicos levam à queda nas taxas de natalidade. Por exemplo, na crise de 2008, o mundo registrou uma queda de 1% por três anos consecutivos. Para os especialistas, além das quedas registradas em 2021, pode haver mais retrações entre 2022 e 2023, como reflexo das ondas de incertezas provocadas pela Covid-19.

Entre 2000-2020, a taxa global de natalidade caiu 21%, liderada pelas regiões da América Latina e Ásia Pacífico, onde o número de bebês por mil habitantes despencou para um terço.

Consequências
Embora as taxas de natalidade decrescentes estejam altamente correlacionadas com tendências positivas como aumento do acesso à saúde e educação das mulheres, essa dinâmica tem efeitos no desenvolvimento econômico. Conforme análise da Euromonitor Internacional, a diminuição das taxas de natalidade significa mudanças na pirâmide demográfica, com impacto nos sistemas de aposentadoria e segurança social.

Além disso, o declínio das taxas de natalidade em muitos países já leva à escassez de mão de obra. À medida que as taxas de natalidade diminuem e a população envelhece, as empresas enfrentam mais competição pelos consumidores, levando a mudanças e ajustes nos modelos de negócios. Ao invés de bens orientados para a família as empresas passam a focar em produtos e serviços para os idosos.

Fontes: Boom or Bust: Birth Rates During Pandemics, Euromonitor Internacional, 2022, e Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE)

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