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Publicado em 29, Jul 2022 por observatorio
5G Shutterstock
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Uma conexão de internet móvel mais rápida, ágil e robusta. Essa é a promessa do 5G, a tecnologia de transmissão de dados que está iniciando a operação do Brasil neste ano. Conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI), do ponto de vista do setor industrial, a tecnologia é decisiva para aumentar o número de atividades passíveis de automação e digitalização, trazendo maior eficiência e proporcionando sistemas mais inteligentes de controle de estoques e de consumo de insumos para as linhas de produção.

Entre outros avanços, a nova tecnologia, que tem velocidade dez vezes superior à do 4G, torna as fábricas mais funcionais, com uma maior precisão do sistema de sensores. Isso permite uma melhor gestão da cadeia produtiva. Nesse contexto, o 5G tem o papel de prover a infraestrutura que permite às indústrias 4.0 um planejamento inteligente, direcionado e eficiente.

Um estudo da consultoria Euromonitor Internacional analisado pelo Observatório FIESC aponta que a entrada em funcionamento da nova tecnologia irá significar um incremento no crescimento das vendas de eletroeletrônicos, que já estavam em expansão acelerada por conta da pandemia. De acordo com a análise, as vendas de smartphones ultrapassarão US$ 530 bilhões em 2027, um aumento impressionante de 25% em relação a 2022, a medida que os consumidores atualizam para modelos mais novos com suporte 5G.

Conforme estudo realizado pela CNI, o 5G no Brasil terá a capacidade de acelerar o desenvolvimento da economia brasileira em menor ou maior intensidade, a depender da velocidade de implementação da tecnologia.  A diferença entre uma disseminação acelerada ou lenta será de 0,20 pontos percentuais no PIB potencial per capita de 2030, o equivalente a um acréscimo de R$ 81,3 bilhões no PIB neste ano. 

Segundo o estudo Tecnologia 5G – Impactos econômicos e barreiras à difusão no Brasil, elaborado pela CNI, no cenário mais otimista projetado, em 2030, a penetração do 5G no país será de 81%. No cenário mais pessimista, o indicador cai para 40,5%. Os cálculos consideram a projeção do PIB (em R$) de 2021 e estimativas de crescimento da população feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram feitos antes do leilão realizado em dezembro.


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